REITORA INTERINA DEIXA MENSAGEM DE ESPERANÇA E OPTIMISMO NA ABERTURA NO ANO LECTIVO 21/22

A Reitora Interina da UCAN, Dra. Maria Helena Miguel, disse, na cerimónia de abertura do novo ano académico 2021/2022, que é preciso ter “optimismo e esperança” apesar das dúvidas e incertezas. A dirigente universitária referiu que “o novo normal que hoje impregna todos os aspectos da nossa vida, individual e colectiva, desafia-nos, com a subida vertiginosa do número de casos positivos de Covid-19, a que nos lancemos nesta aventura do novo ano lectivo, entre dúvidas e incertezas, mas mantendo a chama da esperança e do optimismo. Aliás, a corrida massiva das populações à vacinação pode ser um sinal para acalentar ainda mais os nossos ânimos e relançar a nossa esperança para a certeza da normalidade deste ano lectivo dentro dos limites do novo normal.”

A cerimónia de abertura do ano lectivo realizada sob a condição das novas medidas de biossegurança foi também uma nota distintiva, em relação, as anteriores cerimónias, não deixando de ter igual significado e valor. A missa foi presidida pelo Chefe do Gabinete de Gestão de Carreiras e Cooperação Interinstitucional, Reverendo Padre Apolinário Hilemusinda.

Para a aula magna foi convidado o Professor Doutor Osvaldo Serra Vand-Dunem, que falou sobre “Universidade e desenvolvimento: novos desafios e velhos problemas”. O evento contou, ainda, com a presença de decanos, decanas, directores, docentes, estudantes e funcionários administrativos.

Marcado, também, pelo fim do mandato da equipa reitoral, a Reitora Interina aproveitou a ocasião para agradecer e falar dos desafios, realizações e o que ficou por fazer. “Muitas realizações foram executadas como a seu tempo se balanceará e, nesses feitos, não poderíamos deixar de agradecer a todos e a todas quantos se envolveram desses desígnios. Sem empenho e dedicação, sem entrega e abnegação de muitos não teríamos conseguido as significativas realizações destes oito anos, cientes de que a perfeição é um ideal para o qual os humanos, conscientes de que as suas realizações ficam, por vezes, aquém do expectável.” Reconheceu a gestora universitária.

A cerimónia foi igualmente prestigiada por representantes da Liga de Ex-Estudantes da Universidade Católica de Angola (ALUMNI), da Associação de Estudantes (AEUCAN) e acompanhada pelo coro universitário, na Praça da Alimentação, no edifício do Palanca.

CALP-UCAN LANÇA REVISTA ACADÉMICA “IPSIS VERBIS” ESPECIALIZADA NO ESTUDO DE LÍNGUAS

A Cátedra de Língua Portuguesa (CaLP) da Universidade Católica de Angola (UCAN) lançou no dia 15 de setembro, a sua revista científica denominada “Ipis Verbis”. A cerimónia de apresentação da obra decorreu no Salão Nobre em formato híbrido, tendo sido participada pela Ministra da Educação, Dra. Luísa Grilo, pelo Magno Chanceler e outras individualidades académicas e civis, entre elas, alguns autores da revista, via online.

A cerimónia de abertura foi orientada pela Reitora Interina, Dra. Maria Helena Miguel, que começou destacando o feito da CaLP-UCAN que, em tão pouco tempo (existe há cerca de um ano), dinamiza actividades relevantes no espaço académico como é a produção da revista. Para dirigente académica, o estudo crítico da língua portuguesa no contexto de Angola é de particular interesse, especialmente para explicar os contactos com as línguas bantu, seja na escrita como na oralidade. A docente e investigadora da UCAN entende que este é um factor relevante quando analisada a dimensão social da língua e a perspectiva cultural da comunicação.

A “Ipis Verbis” foi apresentada pelo Director da CaLP-UCAN, Professor Doutor António Costa, que destacou a diversidade de temas, muitos dos quais com utilidade prática nas questões sobre grafia, fonemas e política linguística. O responsável, esclareceu ainda que o produto está disponível em formato inteiramente virtual, com acesso livre, contando com autores angolanos e estrangeiros, alguns dos quais apresentaram os seus trabalhos no primeiro Fórum de Língua Portuguesa que decorreu nos dias 6 e 7 de outubro do ano passado.

O evento foi encerrado pelo Magno Chanceler da Universidade Católica de Angola e patrono da “Ipsis Verbis”, Dom José Manuel Imbamba que reafirmou, de modo particular, o carácter oportuno da revista neste contexto em que parece fomentar uma “cultura adversa a palavra”. Por este facto, elogiou o valor da revista que, como afirmou, ajudará a promover espaços de comunicação, partilha e investigação para o bem comum.

“NEM SEMPRE A LÍNGUA OFICIAL É LÍNGUA MATERNA” DIZ EDUARDO AGUALUSA EM AULA MAGNA DO 2.º FÓRUM INTERNACIONAL DE LÍNGUA PORTUGUESA DA CaLP-UCAN

A Cátedra de Língua Portuguesa da Universidade Católica de Angola (CaLP-UCAN) realizou nos dias 6 e 7 de outubro o II. º Fórum Internacional de Língua Portuguesa (FOLP), via online, com o tema: “Língua e comunicação enquanto factores essenciais de unidade e desenvolvimento de um povo”.

O evento foi aberto pela Ministra da Educação, Dra. Luísa Maria Alves Grilo, depois das palavras de boas-vindas pela Magnífica Reitora Interina da Ucan, Dra. Maria Helena Miguel que saudou a organização do evento e destacou a importância do tema. Seguidamente, o director da CaLP-UCAN, Professor Doutor António Fernandes da Costa fez o enquadramento do evento.

À abrir as apresentações do segundo FOLP esteve o renomado escritor angolano, José Eduardo Agualusa. Na aula magna inaugural, Agualusa falou sobre: “Português: língua materna, fraterna ou madrasta?”. O escritor angolano ressaltou vários aspectos da língua portuguesa, com particular enfase, a relação entre esta e as línguas autóctones, fazendo propostas claras para o desenvolvimento de uma e outras.

O Folp contou com 6 (seis) painéis, com oradores de Angola, Moçambique, Portugal e Brasil. Nos mesmos foram analisados temas como “O ensino e difusão do português no contexto de multilinguismo: que políticas linguísticas para Angola?”; “Línguas e comunicação em Angola: o que nos dizem os dados do censo?”; “Língua, cultura e comunicação em contexto do português como língua pluricêntrica”; “A necessidade de intersecção entre os subcódigos da língua portuguesa como garante de comunicação e de coesão social, no âmbito da CPLP”.

O quadro de prelectores contou com académicos e profissionais de referência no estudo e utilização da língua portuguesa e de outras línguas, como os doutores Peres Sassuco, Júlio Pedrosa dos Santos, Alexandre Timbane, Susete Albino, Liliana Inverno, Benja Satula, Márcio Undolo, Noé Cardoso, Artur dos Santos, Paulino Soma Adriano, Edleise Mendes, apenas para referir alguns.

O Folp passa a ser um evento anual, regular da CaLP-UCAN.

CENTRO DE INVESTIGAÇÃO DO DIREITO (CID) ENCERRA CONVERSAS DE DIREITO E PROCESSO PENAL

O Centro de Investigação do Direito da Faculdade de Direito da Universidade Católica de Angola (CID-UCAN) realizou a última paragem das “Conversas de Penal e Processo Penal”, na segunda-feira, dia 8 de novembro 2021, no auditório do Edifício de Extensão Universitária, no 1.º de maio.

O evento foi aberto pelo director do CID-UCAN, Dr. Benja Satula, que sinalizou o final da iniciativa que procurou promover e aprofundar um processo nacional de reflexão sobre o direito criminal em Angola, deste a sua filosofia à sua prática. O responsável académico ressaltou o facto de o projecto, ao contrário do que é habitual, ter privilegiado o contacto com académicos em outras províncias. Segundo o Dr. Benja Satula, o projecto “Universidade Itinerante” contou com um custo global de mais de 11 milhões de kwanzas, sendo que parte do valor foi financiado pelos investigadores do CID.

O momento decorreu em dois painéis e foi moderado pela juíza desembargadora e professora da Universidade Católica de Angola, Dra. Isabel Hulilapi e contou com os Drs. Bangula Kemba, Benja Satula, Rodrigo Barbosa Souto, Hermínio Rodrigues e Eliseu Sacoji.

O projecto “Universidade Itinerante” teve por objectivo reflectir sobre as fontes e princípios dogmáticos dos novos códigos penal e processual penal; discutir os desafios, compreensão e aplicação prática dos códigos; analisar e perceber a filosofia do legislador em relação a sistematização da parte geral do novo código penal e, discutir e analisar a sistematização e estruturação dos códigos penal e de processo penal.

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